Travesseiro,
Contas-me e a ninguém revelarei
Já que sabes tudo o que penso,
E de ti quase nada sei.
De que material és feito?
Tenho pra mim que escondes algum segredo.
Alguma magia, encantamento.
Toda noite quando me deito
Tanto faz o tempo,
Erupciona todos os meus intentos.
Sonho antes de dormir, durmo sem sentir
Meu quarto se enfeita de pensamentos.
Quando o choro vem à tona,
Alguma canção sai de ti
Sinto-me embalada em teu colo
E quando menos percebo o pranto chega ao fim
Quando o dia foi nublado,
Cheio de tensões,
Tu me envolveu a noite inteira com doces ilusões.
- Travesseiro,
Revela-te a mim, mais uma vez, imploro!
- "Dormes em paz doce menina,
Que da verdade não precisas saber
Se te conto meu segredo
Tão logo deixará de ser!"

Nenhum comentário:
Postar um comentário