quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Clamor


Me tira daqui!
Sozinha não tenho forças,
O medo já é maior que o desejo.

Ele é um senhor de escravos, vil, mas dissimulado, 
disfarçado de piedoso, pra mim convencer. 

Me salva!
Preciso acreditar que existe além 
- por vir!

Me arranca de dentro de mim!
Eu sinto que já não vivo.
Há muito, sobrevivo...

Me tira, 
Me arranca, 
Me salva de mim – imploro!

Porque já não sou mais morada aconchegante,
Sou um cárcere benévolo do meu próprio bom senso,
Que clama por absolvição.

(Daiane Matos M. Cruz)


















   

Dedico estas palavras à uma amiga próxima que vez ou outra precisa sair de dentro si para se encontrar.