Me
apaixonei,
Será que
é possível?
Não pelo
homem que conheço,
Mas pela sua
ideia que tenho comigo...
Me
apaixonei, pense que loucura,
Por um
espectro de você,
Pela sua
ternura.
Ideia de uma
outra vida – mesmo que ilusoriamente
De um
amor
De um
sentimento reprimido – talvez proibido.
Não que
seja pecado amar,
Mas a
condição foi imposta a nós,
Quem sabe
por nós... Que conjectura é amar!
Me
apaixonei por suas palavras
Por seu sorriso,
Que por
um castigo do destino, presencialmente ainda não vi.
Me
apaixonei pelas qualidades que aprecio e guardo comigo,
Pelos
defeitos que me inquietam,
Tiram a
paz,
Travam o
riso.
Pela
amizade conquistada quase de forma inesperada,
Culpa do
acaso,
Meu companheiro
de estrada.
Me
apaixonei pelo desejo de te ver,
De te
tocar,
Te ter.
Pela
sensação que sinto ao ouvir tua voz – delírio da introspecção.
Me
apaixonei e só agora entendi,
Pelo seu
abraço que nunca senti.
Me
apaixonei e para esquecer não sei como será
Não me
programei para o fim
Apesar de
conceber que este tempo deveras chegará... Preciso acreditar!
Mas veja,
Se a
matéria não é o fruto desejado
Logo a
ideia amada é eterna,
Pois não
se limita num tempo ou espaço.
Me
apaixonei pelo que é eterno –
Que infortúnio
me ocorreu!
Presumo
estar perdida
Na cilada
que a vida me preconcebeu
Já que é
o metafísico e não a matéria o objeto do meu prazer
Condenada
sempre estarei a amar o que nunca morre;
Um vislumbre
–
A ideia
de você.
Dedico estas palavras à todos os que vivem ou viveram um amor virtual...

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